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Computador de R$1,00 - Inclusão Digital

O novo computador de R$ 1,00 traz, como principal inovação, oferecer ao usuário o computador pessoal como um serviço. Além de viabilizar o acesso à tecnologia da informação a qualquer cidadão, independentemente de sua faixa de renda, a nova solução brasileira interrompe o círculo vicioso da obsolescência acelerada induzida, que leva um computador pessoal a perder seu valor econômico, em menos de 2 anos de uso.

A outra grande vantagem da solução reside, na viabilidade econômica do serviço, o Computador de R$ 1,00, como um novo negócio, para as empresas que prestam os serviços de telecomunicações. Os usuários poderão pagar os diversos serviços relativos à tecnologia da informação, sob demanda, ou seja, um valor para cada tipo de serviço,pelo tempo de uso. Para isto, cada usuário precisa, apenas, de um dispositivo pessoal: UM CD-GRAVÁVEL QUE CUSTA R$ 1,00.

Assim, a principal inovação conceitual reside em transformar o acesso à tecnologia da informação, programas e conteúdos, em mais um serviço de utilidade pública, de modo similar aos serviços de telecomunicações e de distribuição de energia elétrica, água e esgoto, prestados pelas respectivas concessionárias, através de uma ampla infra-estrutura compartilhada por todos. Os programas aplicativos operam em servidores diversos, em qualquer plataforma tecnológica, Windows, Linux, Unix ou Web, e são utilizados, a partir de estações de uso compartilhado, instaladas em locais públicos, escolas, empresas, bibliotecas, conjuntos habitacionais, supermercados e shopping centers, entre outros. O usuário insere seu dispositivo pessoal, um CD-R ou um FlashCard, na estação de acesso, e o sistema se configura, automaticamente, e lhe apresenta o seu ambiente pessoal e o acesso a qualquer programa, em qualquer ponto da rede de dados da operadora, ou da Internet.

Os agentes naturais, para viabilizar a inclusão digital em massa, são as prestadoras de serviços de telecomunicações, que passarão a oferecer o acesso ao Computador de R$ 1,00, como mais um serviço de valor adicionado, em sua rede de dados. Já possuem sistemas de medição e cobrança dos serviços, por tipo e tempo de uso, para os serviços de telefonia, que podem ser utilizados, sem qualquer mudança significativa. As operadoras podem, também, permitir que a sociedade adote escolas, bibliotecas ou hospitais, através de pequenas contribuições efetuadas, na conta telefônica. Ou ainda, oferecer um produto social, para a contribuição das grandes empresas e entidades do terceiro setor.

A nova solução brasileira está em operação, desde 2001, nas centrais de serviços Poupatempo, em São Paulo, e, desde 2002, na escola Gisno, em Brasília, com o nome de Escola Digital Integrada, fruto de um trabalho cooperado, entre a Brasil Telecom, a Samurai, a Siemens, a Universidade de Brasília e o Clickidéia.

O Brasil pode escolher soluções brasileiras, para os desafios brasileiros. Na maioria dos casos, a tecnologia desenvolvida, no País, apresenta os menores custos, contribui para a redução do deficit, na balança comercial, a economia de energia, a otimização dos investimentos já realizados, e para a geração local de renda. A automação integral das eleições brasileiras, com a urna eletrônica concebida aqui, e a automação bancária são exemplos indiscutíveis que confirmam a tese.

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